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Afinal, qual é a diferença entre outsourcing e terceirização?

A escolha de parceiros que realizarão atividades complementares àquelas feitas por uma organização pode ser decisiva em relação à sua performance. Tal seleção, no entanto, não implica apenas escolher quem será contratado, mas também no modo como uma empresa vai entrar e integrar o processo produtivo ou de gestão.

Nesse processo de decisão entram dois termos que, embora se refiram a relações corporativas semelhantes, diferem-se em vários aspectos: outsourcing e terceirização.

Quer conhecer a diferença entre os dois? Continue a leitura!

Qual a diferença entre outsourcing e terceirização?

O outsourcing de TI, área em que o termo é mais comumente usado no Brasil, é muitas vezes confundido com terceirização. Entretanto, vários outros tipos de serviços são contratados no modelo outsourcing, como para atividades de manutenção e produção de peças na indústria e para gestão financeira, RH e setor contábil em grandes empresas e órgãos governamentais.

O outsourcing, embora seja uma boa escolha para redução de custos, objetiva levar benefícios estruturais à empresa, como o contato com profissionais altamente qualificados e um suporte para decisões estratégicas, além da aplicação de um conhecimento mais aprofundado a respeito da área de atuação.

Por outro lado, a terceirização é mais facilmente identificada nas empresas. Ela se refere a atividades mais simples e é contratada para executar tarefas auxiliares para o bom andamento da empresa. Sua principal finalidade é a redução de custos.

A seguir, abordaremos de forma mais aprofundada as diferenças entre os termos e como são utilizados nas empresas que optam entre esses modelos.

Outsourcing: uma parceira estratégica

O termo outsourcing é aplicado quando uma empresa de fora assume um setor de uma outra organização e passa a atuar de maneira estratégica dentro dela. A empresa contratada, nesse caso, deve ter um conhecimento aprofundado da área em que ela atua e seu papel tem uma importância significativa no desempenho da contratante.

Antes de contratar uma empresa que cumprirá esse papel, a organização deve fazer um estudo minucioso de si mesma para encontrar quais são suas atividades-chave, ou seja, onde está o core business da empresa.

As áreas identificadas nesse processo não podem ser transferidas, dada a grande responsabilidade que elas implicam e por abarcar as principais habilidades e conhecimentos acumulados pelos seus profissionais.

Entretanto, para que essas tarefas sejam cumpridas com excelência, existem outras complementares que devem ser executadas e que, realizadas por especialistas, salvam seus gestores de muita dor de cabeça.

O outsourcing de TI é um exemplo clássico disso. A área de Tecnologia da Informação apresenta muitas mudanças em curtos períodos de tempo e sua evolução acarreta na transformação dos ramos em que ela é aplicada.

Por exemplo, a evolução das tecnologias para armazenamento em nuvem possibilitaram a formação de novos negócios, o que permitiu o crescimento rápido em escala de startups que criam plataformas de serviços. Nesse cenário, a introdução de tecnologias emergentes como Big Data, Machine Learning, e bases de dados NoSQL são integradas a outras mais antigas e tradicionais.

De uma mistura como essa, junto a um forte conhecimento de negócios, surgem empresas como Airbnb, Uber, Spotify e outras que se tornaram líderes nos segmentos em que atuam, desbancando antigos players do mercado.

Agora, como os gestores de uma empresa que atua em segmentos como varejo, alimentação e logística poderiam se manter informados a respeito de inovações tecnológicas e que poderiam trazer vantagens competitivas para o negócio?

A opção nesse caso é o outsourcing. Uma empresa de tecnologia pode assumir as funções de TI que já são de praxe da empresa (como manutenção em computadores e nos sistemas de gestão utilizados) e orientá-la em relação à aplicação de novidades tecnológicas para uso nos negócios.

As empresas que prestam esse tipo de serviço estão frequentemente diante de desafios em diversos ambientes com diferentes demandas, o que demanda que estejam sempre atualizadas. Para isso, elas buscam conhecer processos e tecnologias que permitirão superá-los e apresentar maior eficiência.

Elas também são especialistas nas ferramentas com que trabalham. Se desenvolvem sistemas corporativos, por exemplo, elas devem possuir avançado conhecimento em linguagens de programação, bancos de dados e técnicas para melhorar a interface com o usuário. Além disso, precisam se manter atualizadas em relação às mudanças nas tecnologias e em processos de desenvolvimento.

Outras áreas em que o outsourcing é aplicado

O outsourcing também é muito comum na indústria automobilística. Dentro do ambiente de produção de uma montadora, empresas assumem a produção de vários componentes dos veículos e a manutenção das máquinas da linha de produção. Isso faz com que a fabricante possa focar no projeto de novos veículos e na montagem.

Serviços como gestão de RH e atividades contábeis, financeiras e jurídicas também são realizados com frequência nesse modelo. Para a contratante, a vantagem fica na rapidez com que as empresas que assumem o departamento podem responder a mudanças na legislação e em regras do mercado. Ela acaba se prevenindo de multas e ações trabalhistas que muitas vezes são provocadas por desconhecimento da legislação.

Cuidados ao contratar o outsourcing

Vale a pena enfatizar mais uma vez: a empresa que será contratada deve demonstrar um conhecimento aprofundado da área em que atua. Isso pode ser diagnosticado a partir de cases, certificações e pelo relato de empresas que já utilizaram seus serviços.

Ela deve se mostrar interessada em aprender continuamente a respeito de seus clientes. Como sua atuação é estratégica, ela não pode focar unicamente em executar suas funções, mas também em manter-se alinhada aos objetivos da contratante.

Terceirização: uma parceira para redução de custos

Já o termo terceirização é empregado para a contratação de empresas que realizarão atividades que são suporte ao funcionamento da organização, mas com menor impacto sobre a sua estratégia de atuação.

Basicamente, a terceirização tem como finalidade a redução de custos, especialmente com encargos trabalhistas. Normalmente, os serviços prestados nesse modelo são limpeza, segurança, jardinagem, manutenção em ar-condicionado e outras de natureza mais prática.

Geralmente, os trabalhos executados são feitos por profissionais com uma qualificação mediana (até o nível técnico, diga-se), embora existam exceções como a terceirização de assistência técnica ou de serviços de saúde.

Critérios para terceirização

No caso da terceirização, primeiramente deve-se observar se a empresa é competente para realizar a atividade a que se propõe, avaliando seu histórico de atuação e certificações. Um aspecto fundamental é identificar se o custo pago pelo serviço será realmente inferior caso a empresa assuma essas tarefas.

Dessa forma, vemos que o outsourcing e a terceirização são duas maneiras distintas de uma organização contratar o serviço de uma empresa que se tornará sua parceira na realização de suas atividades.

O outsourcing é um modelo no qual a contratada presta um serviço mais elaborado, que exige uma alta qualificação e é estratégica para um ganho de performance. Já o termo terceirização é usado quando a prestadora de serviço realiza uma tarefa mais simples, de sustentação ao funcionamento da empresa, que poderia ser feito por ela com até certa qualidade, mas é preferencial passar para outra empresa por uma questão primariamente financeira.

O outsourcing de TI ganha destaque não apenas pode ser a área em que o termo é mais empregado, mas por ser uma área fundamental para que uma empresa seja inovadora e competitiva. A TI demanda atualizações constantes e em alta velocidade. Contar com uma parceria focada nessa área é, seguramente, de grande valia para quem quer se destacar no mercado em que atua.

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Juliano da Monitora
Produtor de Conteúdo na Monitora