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Arquitetura Corporativa — Como a SOA contribui para a melhoria de resultados

De fato, o cotidiano das empresas envolve uma série de dados que ganham cada vez mais volume e velocidade. Para acentuar a questão, toda essa informação precisa ser compartilhada por equipes diferentes que utilizam plataformas distintas.

Isso pode parecer um cenário caótico. Mas, calma! Para garantir que todo esse processo ocorra com exatidão, fluidez e segurança existe o Service Oriented Architecture (SOA).

Neste artigo, aprofundaremos nessa abordagem da arquitetura corporativa e falaremos sobre a sua implantação na área de TI do negócio.

Quer ter uma resposta mais rápida e padronizada dos processos da sua empresa? Então siga com a leitura!

Afinal, o que é o Service Oriented Architecture?

O Service Oriented Architecture, ou, simplesmente, “SOA” refere-se a uma abordagem da arquitetura corporativa na qual o objetivo principal é a criação de serviços interoperáveis. Assim, as tarefas são facilmente reutilizadas e compartilhadas tanto no ecossistema externo como no interno.

Em resumo, o SOA pretende organizar e utilizar recursos alocados em domínios distintos para, assim, serem executados em linguagens e sistemas operacionais diferentes (interoperabilidade).

Se comparado aos EUA ou Europa, o Brasil ainda engatinha nesse conceito. E, exatamente por isso, existe muita confusão e informações erradas sobre o assunto.

Para tornar mais claro, tenha em mente que Service Oriented Architecture (SOA) refere-se a um conceito de arquitetura corporativa ou um modo de organizar e lidar com as informações inovadoras no intuito de permitir a criação de serviços reutilizáveis e compartilhados. Dessa forma, ele nunca deve ser confundido com:

  • uma tecnologia;
  • um serviço;
  • um produto;
  • um projeto de TI;
  • um web service;
  • um framework;
  • um software;
  • um middleware;
  • uma solução de negócio;
  • uma metodologia;
  • uma oferta que pode ser comprada e instalada;
  • uma ferramenta de produtividade.

Como o SOA deve ser utilizado pela TI?

De fato, o Service Oriented Architecture (SOA) pode não ser a solução para todos os desafios atuais da tecnologia da informação — embora esteja alinhado com a evolução de maturidade do setor. No entanto, podemos dizer que ele traz uma proposta de inovação significativa para a transformação da TI — em uma área que maximize resultados tanto do próprio setor quanto para o negócio como um todo.

Para isso, é necessário que a empresa desenvolva um projeto bem estruturado e com valor agregado aos processos inovadores do negócio. A seguir, veja alguns ganhos que SOA pode trazer:

  • produtividade: a equipe ganha eficiência com a reutilização do serviço em outros projetos;
  • flexibilidade: as mudanças são feitas com maior facilidade quando a estrutura de um serviço é isolada;
  • manutenibilidade: a manutenção dos serviços é facilitada pelo baixo acoplamento;
  • alinhamento com o negócio: a área de negócios se beneficia com os processos alinhados à tecnologia;
  • integração: convergência de serviços, aplicativos e sistemas legados;
  • governança: gerenciamento nos processamentos de negócio;
  • padronização: os padrões são utilizados como a base desse conceito;
  • abstração: serviço abstraído por inteiro da sua implementação.

Além disso, existe a vantagem da reutilização do serviço para outras aplicações e a interoperabilidade entre plataformas, que já destacamos anteriormente.

Como essa abordagem da arquitetura corporativa é aplicada no ambiente das empresas?

Como vimos no tópico anterior, a utilização de SOA permite um aumento na teia de convergência que favorece as empresas — além de tornar os processos mais organizados e eficientes.

Portanto, a sua aplicação exige que as partes envolvidas no processo estejam alinhadas e os conceitos fiquem claros para todos: só assim as expectativas serão atendidas e os objetivos justificados (como o custo, tempo e escopo do projeto).

Feito isso, a implantação de SOA pode ser dividida em 3 macro fases, que são elas:

  1. Assessment: fase de avaliação das competências profissionais e gerenciamento corporativo para compreender o estágio atual e o nível de maturidade da empresa;
  2. Quick Wins: realização de tarefas com ciclo curto de desenvolvimento, mas que trazem ganhos imediatos e apoiam o processo de disseminação desse novo conceito;
  3. Run: fase na qual a nova arquitetura é colocada em prática. Ou seja, é nesse último estágio que ocorre a execução de todo o projeto — desde que a estratégia seja bem-sucedida.

Cabe ressaltar que não existe uma metodologia engessada para a implantação de SOA no ambiente corporativo. Contudo, uma boa prática consiste em definir uma estratégia que englobe as dimensões chaves do modelo arquitetural, que são elas:

  • negócios: é aqui que os processos de negócio, estratégias time-to-market e gerenciamento de custos são avaliados;
  • governança: fundamental para definir metas, papéis, estruturas e responsabilidades;
  • metodologia: responsável por avaliar os processos de ciclo de vida, repositórios e artefatos, ponto de controle e qualidade assegurada;
  • aplicação: conceitos importantes de reusabilidade, boas práticas e padrões;
  • arquitetura: trabalha as definições de compliance, EAI (Enterprise Application Integration ou Integração de Aplicações Corporativas), políticas e arquitetura de referência;
  • informação: é aqui que são trabalhados os modelos de dados corporativos, transformação e abstração e modelagem de dados;
  • infraestrutura e gerenciamento: é a última etapa do ciclo — na qual ocorre a definição de KPIs (métricas) de gerenciamento e ferramentas de suporte.

Quais são os erros mais comuns na implantação de SOA?

Como em todo projeto, as falhas na implantação de SOA podem ocorrer. E, acredite, elas acontecem — embora não sejam muito divulgadas por consultores e fornecedores.

Para reduzir as chances de erros, é preciso ficar atento a alguns cuidados. Entre eles, os mais comuns são:

  • tratar funções de negócio como módulos de softwares técnicos;
  • entregar todo o planejamento e execução para profissionais técnicos;
  • desenvolver um planejamento que não agrega valor à companhia;
  • deixar toda a responsabilidade pelas tomadas de decisões nas mãos de profissionais que não são da área de estratégia.

Assim, é importante compreender que a maioria das iniciativas de SOA falham por causa das pessoas envolvidas no processo. Logo, a busca por conhecimento especializado é fundamental para a empresa ter sucesso na implantação.

Como vimos ao longo do texto, o Service Oriented Architecture (SOA) é uma abordagem da arquitetura corporativa que responde de maneira rápida e efetiva aos negócios. E para você, ficou claro o conceito?

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Avaliação média.

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Juliano da Monitora
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