veja-como-o-design-thinking-e-importante-para-o-desenvolvimento-de-softwares.jpeg

Veja como o Design Thinking é importante para o desenvolvimento de softwares

Design thinking, de maneira bem prática, é um processo aplicado para resolver problemas complexos do cliente, concentrando-se na solução. É utilizado o pensamento típico dos designers nas mais variadas aplicações, tecnológicas ou não, em que a ideia central é resolver desafios com foco nas resoluções.

Neste artigo, vamos refletir sobre como os princípios e as técnicas do design thinking podem e devem ser utilizados nos processos que envolvem o desenvolvimento de softwares.

Continue a leitura para entender como este conceito pode ser aplicado para organizar, qualificar e acelerar as etapas de desenvolvimento!

A relevância do Design Thinking no desenvolvimento de softwares

Quando você é desenvolvedor de soluções, quantas vezes recebeu uma especificação incompleta e defeituosa de seu cliente? Os clientes, normalmente, não sabem exatamente o que querem.

Mais que isso: quantas vezes os clientes/usuários querem mudanças durante o projeto? Nós sabemos, as mudanças de escopo podem ser bastante frustrantes para a equipe de desenvolvimento.

Existe um problema de comunicação ou há um desafio mais profundo? Mais reuniões, mais chamadas e pouca ou nenhuma resolução no horizonte? Não importa o tamanho do projeto, certo grau de tensão é sempre garantido.

É aí que o Design Thinking tem ganhado bastante relevância em operações de desenvolvimento de software. Ele ajuda o time a se colocar nos sapatos do cliente/usuário, experimentar o que ele vive ou espera em relação ao sistema.

Com o Design Thinking fica bem mais fácil entender o mundo do cliente, não apenas o que ele quer, mas o seu contexto inteiro. Isso é feito por meio de pensamento crítico, voltado para a inovação, imaginação e bastante paciência.

Processos do Design Thinking que facilitam o desenvolvimento de softwares

De acordo com o Institute of Design de Stanford, são cinco as táticas ou processos do Design Thinking: simpatizar, definir, idear, prototipar e testar. Entenda como aplicar cada uma delas em seus projetos de desenvolvimento de software.

Simpatizar

Saiba mais sobre o público para o qual você está projetando por meio de observação e entrevistas em profundidade. Quem é o usuário? O que interessa a essa pessoa?

O início de tudo é a empatia da equipe com o cliente/usuário. Ao colocar-se no lugar de quem vai receber a aplicação e utilizá-la em seu dia a dia, o time de desenvolvimento trabalhará muito mais focado na solução e não no problema.

Definir

Crie um ponto de vista baseado nas necessidades reais e nos insights dos usuários. Quais são as suas necessidades? Quais processos as funcionalidades do software precisam atender?

Ao vestir os sapatos dos usuários, fica muito mais fácil ouvir os feedbacks. Com isso, também é possível entender o que é necessário para atender aos requisitos do usuário e do negócio.

Idear

Faça um brainstorming e saia com tantas soluções criativas quantas forem possíveis. Ideias selvagens (sem filtros, deixando a criatividade aflorar) podem ajudar a chegar a denominadores comuns bem interessantes.

Nesta fase, é importante deixar a imaginação da equipe fluir. A ideação não é o momento de julgar o que cada pessoa propõe. Pelo contrário, a partir de uma ideia “crua” é possível trabalhar para chegar a inovações realmente grandiosas.

Prototipar

Crie uma representação de uma ou mais de suas ideias para mostrar aos membros do projeto. Lembre-se, o protótipo é apenas um rascunho, uma ideia de como o produto final poderia ficar. Ele ainda vai passar por reformulações, especialmente depois dos feedbacks dos usuários. Logo, não se atenha a detalhes.

Testar

Compartilhe sua ideia de protótipo com o usuário original para comentários. O que funcionou? O que não aconteceu?

Os testes são cruciais para o início da formulação de um software final. É importante estar aberto ao que os usuários têm a dizer. De preferência, peça que eles analisem e façam anotações; em seguida, chame-os para um bate-papo.

Para finalizar, é importante ter em mente que o Design Thinking não é linear e, com certeza, incluirá múltiplos laços; nunca se deve começar com a definição ou a ideação, mas sempre pela empatia. Trata-se de um processo iterativo com mudanças e aprimoramentos no caminho. As iterações de produto terão de ser testadas com usuários reais, os comentários serão coletados, processados ​​e usados ​​como aprendizado para as próximas iterações.

Você já está utilizando Design Thinking em seus projetos de desenvolvimento de software? Para ter acesso a conteúdos como este em primeira mão, siga-nos no Facebook e no LinkedIn!

Avalie este post!

Comentários

comentários

Juliano da Monitora
Produtor de Conteúdo na Monitora